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[2007-08-25]

A BOLSA VELHA

Eu era feita de histórias longas
Que nem sentado você conseguiria ouvir
Feita de datas, fatos, fotos
Cotidianos, lugares, olhares
Pessoas, coisas, bolsas, marcas
Diálogos, silêncios, gestos

Desde a data em que nasci até hoje
Carregava comigo a cada dia um item a mais
Numa bolsa de veludo colada ao corpo
Que ninguém via, mas só eu sentia

A cada vez retirava da bolsa um fato velho
Uma foto, uma lembrança, um anseio
E comparava os trecos da bolsa velha
Com tudo o que se descortina a minha frente

Era assim que eu media tudo, tinha parâmetros
Controlava, mirava, calculava
Era fácil saber o que ia acontecer

Mas um dia minha bolsa de veludo se rasgou
Tudo o que ali guardava se foi com o vento
Olhei...desesperada aquele tormento
Como segurar minhas velharias, hábitos e vícios dentro de mim ?

Então prossegui a caminhar, estava mais leve
E sem coisas velhas, me vi criança novamente
Despojada enfim de tudo aquilo
Tornei-me um ser vazio

Hoje...quem me encontra vai notar
Que perdi conceitos pré fabricados
E vivo sem preconceitos
Sem medos ou definições
Nem rótulos pra tudo eu tenho mais !

Se eu tocar uma maçã não mais vou ter medo dela,
Se encontrar uma cobra pego-a no colo,
Ao ver um palhaço vou achar bonito

Livre...já me basta o hoje a seu tempo
E tudo então passou a ser lúdico e fácil
Como o farfalhar de um sorriso...

Visitem meu blog de poesias e comentem !
www.poetisalancinante.blogger.com.br



por Aalves
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[2007-08-14]

Instruções para toda a vida

Leve em consideração que grandes amores e conquistas envolvem grande risco. Quando você perde, não perca a lição.

Respeito a si mesmo. Respeito aos outros. Responsabilidade por todas suas ações. Lembre-se que não conseguir o que você quer é algumas vezes um grande lance de sorte.

Aprenda as regras de maneira a saber quebrá-las da maneira mais apropriada.
Não deixe uma disputa por questões menores ferir um grande amigo.
Quando você perceber que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigí-lo.

Passe algum tempo sozinho todos os dias.
Abra seus braços para mudanças, sem abrir mão de seus valores.
Lembre-se que o silêncio é algumas vezes a melhor resposta.

Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.

Uma atmosfera de amor em sua casa é o fundamento para sua vida.
Em discordâncias com entes queridos, trate apenas da situação corrente. Não levante questões passadas.

Compartilhe o seu conhecimento. Esta é uma maneira de alcançar a imortalidade. Uma vez por ano, vá a algum lugar em que você nunca esteve antes. Julque o seu sucesso por aquilo que você teve de abrir mão para consegui-lo. Seja gentil com a terra.



por Aalves
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[2007-08-08]


fot.htm
A PROCURA
Kalama Sutra




Há 25 séculos atrás, no Norte da Índia, um homem decidiu investigar o problema do sofrimento humano. Depois de anos de procura e de experimentar vários métodos, descobriu uma forma de penetrar a realidade da sua própria natureza e experienciar a verdadeira libertação do sofrimento. Ao atingir o mais alto grau de liberdade, de libertação da miséria e do conflito, devotou o resto da sua vida a ajudar os outros a fazer o mesmo, mostrando-lhes o caminho para se libertarem. Esta pessoa – Siddhartha Gautama, conhecido como o Buda, o Iluminado, – nunca afirmou ser algo mais do que um ser humano. Como todos os grandes professores tornou-se objeto de lendas, mas não importa que histórias maravilhosas se contaram sobre as suas existências passadas, nunca em lado nenhum se disse que ele era de origem divina ou fora inspirado por um poder divino. Todas as qualidades que possuía eram qualidades humanas levadas à perfeição. Portanto, o que ele alcançou está ao alcance de qualquer ser humano que pratique como ele o fez.



O Buda não ensinou nenhuma religião ou filosofia ou sistema de pensamento. Chamava ao seu ensinamento Dharma, ou seja, a Lei, a Lei da Natureza. Não se interessava por dogmas ou especulações gratuitas. Em vez disso ofereceu uma solução prática e universal para um problema universal. “Agora como sempre, ensino sobre o sofrimento e a erradicação do sofrimento.” Recusou-se mesmo a discutir fosse o que fosse que não levasse à libertação do sofrimento. Este ensinamento, insistiu, não foi algo que inventara ou que fora divinamente revelado. Era simplesmente a verdade, a realidade, que conseguiu descobrir através do seu próprio esforço, como muitas pessoas antes dele o fizeram, como muitas pessoas depois dele o farão. Não proclamou ter o monopólio da verdade. Nem afirmou que o seu ensinamento devesse ter uma qualidade especial – nem por causa da fé que as pessoas tinham nele, nem por causa do que aparentemente fosse lógico naquilo que dizia. Pelo contrário, afirmou que era apropriado duvidar e testar aquilo que está para além da nossa experiência.



Não acredites em alguma coisa simplesmente porque a escutaste. Não acredites em tradições simplesmente porque provêm desde há muitas gerações. Não acredites em algo só porque é falado ou é motivo de rumor por muitos. Não acredites em algo simplesmente porque vem escrito nos teus livros religiosos. Não acredites em algo simplesmente porque é dito pelas tuas professoras ou anciãos. Mas, após observação e análise quando encontrares que algo vai de acordo com a razão e é conduzível à felicidade e benefício de uma só pessoa e de todas, então aceita e vive-o!"



por Aalves
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