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[2008-12-18]
MEU POEMA - MENSAGEM PARA 2009
COMO NUVENS...
Não deixe que a vida passe por você
Como um sem parar de horas, minutos, e tédio
Não deixe tudo ser apenas doença que espera o remédio
Não limite seus momentos ao incessante prazer pra fugir da dor
Não olhe pras pessoas e veja somente corpos
Peitos, braços, desenhos e cores
Não beba pra anestesiar e fugir dos seus amores
Não coma pra sentir e provar mais e mais sabores
Não deixe que tudo que é simples
Torne-se tão complicado
Não ligue pro psicanalista, psicólogo, psi-tudo
Contando o fato
Largue tudo o que você pensava ser
Rasque tudo o que você prezava ler
Risque tudo o que você dizia fazer
Rabisque no papel um bicho diferente
Você é gente, não é apenas um ser
Segure as ruas nas mãos
Abrace os passarinhos, coma sorrisos
Toque nas calçadas, Vomite ilusões
Semeie assobios, colha violões
Há tanto a fazer - ser - transformar
Olhe pro céu, há folhas soltas a voar
E como quem voa é vento e pensamento
Seja como as nuvens brancas
Que com o vento estão sempre a se transformar
E quando se sentir pequeno, frágil
Seja também como as nuvens
Chore, molhe as plantas, as calçadas, as pessoas
Mas seja daquelas chuvas que não dá pra segurar
Porque depois da chuva, vem o vento amigo
Que seca tudo e continua
Na vida das pessoas
Leva as nuvens, e tudo é leve
num doce e eterno transformar
por AA
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[2008-01-09]
LIÇÃO DE ANO NOVO - 2008
DESAPEGO:
Caminho para a Transformação
Por Nice Ribeiro
O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colméia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.
Na VIDA DAS ABELHAS temos uma grande lição. Em geral O homem constrói para si, pensa no valor da Propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que "lutou" para adquirir.
"Onde estiver nosso coração, ali estarão nossos tesouros..." Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade. Essa teia não o deixa alçar vôo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como "Para quem vai ficar a minha casa?" é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.
Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.
A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.
Se queremos ser livres, se queremos parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar em nós um único desejo: o de nos transformar. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. Adquirimos visão mais ampla.
O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?
Fonte: Boletim de SINAIS - nº 6 - Figueira
http://www.cuidardoser.com.br/desapego-caminho-para-a-transformacao.htm
por AA
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[2007-11-09]
PERIPATÉTICO
Você sabe o que quer dizer peripatético? E quando você não sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicionário, finge que sabe?
A maioria de nós, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas não pergunta, nem se informa.
Afinal, ninguém deseja que o outro descubra que ele não sabe.
Numa reunião de treinadores voluntários em uma empresa, discutia-se a melhor fórmula de ministrar um curso para 200 funcionários.
Depois de uma explosão de idéias, alguém propôs que se utilizasse um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.
Nesse instante, o professor do grupo que, até então, se mantivera calado, fez a observação:
Jesus era peripatético.
Um silêncio constrangedor, uma troca de olhares entre os participantes se fez de imediato.
Antes que alguém pudesse dizer algo, o professor foi chamado para atender um pedido do Departamento de Recursos Humanos.
Mal ele saiu da sala, as manifestações se fizeram:
Que comentário de mau gosto! – disse um.
De absoluta falta de respeito! – falou outro.
Alguém argumentou que talvez o professor tivesse suas razões. Talvez ele fosse ateu e não quisesse misturar religião com treinamento.
Mas devia respeitar a religiosidade dos outros! – vociferou alguém.
Durante dez minutos, cheios de fúria, os componentes do grupo malharam o professor.
Quando ele retornou, olhares hostis o receberam. Contudo, ele estava tão bem que foi logo dizendo:
Então, acredito que tenhamos resolvido como fazer o treinamento.
Separamos os funcionários em grupos de 20 e cada um de vocês vai fazer a apresentação mais de uma vez.
Alguém ousou falar:
Professor, veja bem, esse negócio de peripatético...
É isso mesmo, completou ele. Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.
Jesus foi o Mestre dos mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico...
Mas que cara é essa? Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando."
Todos se entreolharam, corados de vergonha. Nenhum deles sabia o significado da palavra.
Encolhidos, se deram conta que seu orgulho era maior do que a vontade de aprender. Aprender para ensinar.
Teria sido suficiente um deles ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra. Os demais concordariam e tudo se resolveria com uma simples consulta ao dicionário.
Pense nisso.
O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro.
Informe-se.
Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar.
E pesquise, leia, nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.
E, finalmente, lembre: a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.
Pense de que lado você prefere ficar.
Redação do Momento Espírita com base em artigo
assinado por Max Gehringer
por AA
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[2007-10-11]
Em caso de despressurização
Não se sinta culpado em pensar em si próprio. Se quer colaborar com o mundo, comece por você
Eu estava dentro do avião, prestes a decolar, e pela milionésima vez escutava a orientação do comandante: "Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente a sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver a seu lado". E a imagem no monitor mostrava justamente isso, uma mãe colocando a máscara no filho pequeno, estando ela já com a dela.
É uma imagem um pouco aflitiva, porque a tendência de todas as mães é primeiro salvar o filho e depois pensar em si mesma. Um instinto natural da fêmea que somos, todas. Mas a orientação dentro dos aviões tem lógica: como poderíamos ajudar quem quer que seja estando desmaiadas, sufocadas, despressurizadas?
Isso vem de encontro a algo que sempre defendi, por mais que pareça egoísmo: se quer colaborar com o mundo, comece por você.
Tem gente à beça fazendo discurso e reclamando em nome dos outros, mas mantém a própria vida desarrumada. Trabalham naquilo que não gostam, não se esforçam para manter uma relação de amor prazerosa, não cuidam da própria saúde, não se interessam por cultura e informação e estão mais propensos a rosnar do que a aprender. Com a cabeça assim minada, vão passar que tipo de tranqüilidade adiante? Que espécie de exemplo? E vão reivindicar o quê?
Quer uma cidade mais limpa, comece pelo seu quarto e seu banheiro. Quer mais justiça social, respeite os direitos da empregada que trabalha na sua casa. Um trânsito menos violento, é simples: avalie como você mesmo dirige. E uma vida melhor para todos? Pô, ajudaria muito colocar um sorriso neste rosto, parar de praguejar, encontrar soluções viáveis para seus problemas, dar uma melhorada em você mesmo. Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa, tanto a parte boa como a parte ruim da nossa história, salvo tragédias pessoais e abandonos sociais. E, mesmo entre os menos afortunados, há os que viram o jogo, ao contrário dos que viram uns chatos.
Antes de falar mal da Caras, pense se você mesmo não anda fazendo muita fofoca. Coloque sua camiseta pró-ecologia, mas antes lembre-se de não jogar lixo na rua e nem de usar o carro desnecessariamente. Uma coisa está relacionada com a outra: você e o universo. Quer salvá-lo? Garanta-se primeiro. Não se sinta culpado em pensar em si próprio. Cuide da sua saúde. Arrume o que é seu. Agora sim, estando quite consigo mesmo, vá em frente e mostre aos outros como se faz.
Autoria: Matha Medeiros
por AA
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[2007-10-03]
O ESCULTAR
Quando impulsionados para a vida, somos também impulsionados a viver de bem com ela.
Se compreenderes a verdadeira causa de estar como de fato estás para esta vida, meio caminho já terás andado para a verdadeira qualidade de viver.
Sensível aos teus estados interiores, precisas procurar alinhavar todos os acontecimentos para que deles extraias o aproveitamento necessário para o teu caminhar.
Quando tiveres necessidade de sentir-te tranqüilo contigo mesmo, eleva teu pensamento para que haja harmonia. E assim, quando olhares o outro de perto, poderás compreendê-lo, escutá-lo com a sensibilidade que Deus te deu.
Saibas que uma das metas que tens é aprender a escutar, e assim comparar o que ouves com o que já sabes. Treinando a capacidade de entender, poderás tornar-te melhor, a cada dia. Este exercício também é válido para que não te fixes nas pequeninas coisas sem importância.
Por isso, para que haja um completo entendimento das coisas que se passam ao teu redor, é necessário que faças todos estes exercícios, ao mesmo tempo.
Sejam felizes em seus caminhos, e busquem compreender a paz dentro dos seus próprios interiores.
por AA
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[2007-09-07]
O DIA QUE SE DESCOBRIU POETISA
Guardara em gavetas trancadas
tantos escritos e folhas soltas
mais cadernos de capa delicada
com inúmeros versos e poesias
Tantas palavras que escrevera
e sentimentos que vivera
tantas lágrimas, olhares, enganos
junto com abraços, calados, medonhos
muitos sorrisos, vôos pela imensidão
muita água de estrelas, de coração
Tanta coisa estivera ali mantida
que uma hora, não deu mais o espaço
transbordou
um dia, a poesia cansada
de ser guardada, prensada,
gritou !
Involuntariamente, ela saiu a cuspir poemas por ai
Começou a falar, a mostrar, publicar,
Mesmo quem nada entendia teve que calar
e agora, ali estava ela, descarada
a mostrar o que sentiu e o que era aquele novo ser
Pergunte às gavetas elas vão confessar
que empurraram forte as poesias e sentimentos pra fora
pois não mais agüentavam guardar tanta euforia
e depois foram embora
Hoje em dia, basta olhar que você vai ver
as gavetas aladas que vagam vazias por ai
elas ainda a acompanham quando observam a poetisa
pelas frestas das portas...
se divertem e sorriem,
cúmplices de tantos segredos
Enquanto ela, poetisa, anda pelada,
mostrando os escritos que não mais são só seus
por AA
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[2007-08-25]
A BOLSA VELHA
Eu era feita de histórias longas
Que nem sentado você conseguiria ouvir
Feita de datas, fatos, fotos
Cotidianos, lugares, olhares
Pessoas, coisas, bolsas, marcas
Diálogos, silêncios, gestos
Desde a data em que nasci até hoje
Carregava comigo a cada dia um item a mais
Numa bolsa de veludo colada ao corpo
Que ninguém via, mas só eu sentia
A cada vez retirava da bolsa um fato velho
Uma foto, uma lembrança, um anseio
E comparava os trecos da bolsa velha
Com tudo o que se descortina a minha frente
Era assim que eu media tudo, tinha parâmetros
Controlava, mirava, calculava
Era fácil saber o que ia acontecer
Mas um dia minha bolsa de veludo se rasgou
Tudo o que ali guardava se foi com o vento
Olhei...desesperada aquele tormento
Como segurar minhas velharias, hábitos e vícios dentro de mim ?
Então prossegui a caminhar, estava mais leve
E sem coisas velhas, me vi criança novamente
Despojada enfim de tudo aquilo
Tornei-me um ser vazio
Hoje...quem me encontra vai notar
Que perdi conceitos pré fabricados
E vivo sem preconceitos
Sem medos ou definições
Nem rótulos pra tudo eu tenho mais !
Se eu tocar uma maçã não mais vou ter medo dela,
Se encontrar uma cobra pego-a no colo,
Ao ver um palhaço vou achar bonito
Livre...já me basta o hoje a seu tempo
E tudo então passou a ser lúdico e fácil
Como o farfalhar de um sorriso...
Visitem meu blog de poesias e comentem !
www.poetisalancinante.blogger.com.br
por AA
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[2007-08-14]
Instruções para toda a vida
Leve em consideração que grandes amores e conquistas envolvem grande risco. Quando você perde, não perca a lição.
Respeito a si mesmo. Respeito aos outros. Responsabilidade por todas suas ações. Lembre-se que não conseguir o que você quer é algumas vezes um grande lance de sorte.
Aprenda as regras de maneira a saber quebrá-las da maneira mais apropriada.
Não deixe uma disputa por questões menores ferir um grande amigo.
Quando você perceber que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigí-lo.
Passe algum tempo sozinho todos os dias.
Abra seus braços para mudanças, sem abrir mão de seus valores.
Lembre-se que o silêncio é algumas vezes a melhor resposta.
Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.
Uma atmosfera de amor em sua casa é o fundamento para sua vida.
Em discordâncias com entes queridos, trate apenas da situação corrente. Não levante questões passadas.
Compartilhe o seu conhecimento. Esta é uma maneira de alcançar a imortalidade. Uma vez por ano, vá a algum lugar em que você nunca esteve antes. Julque o seu sucesso por aquilo que você teve de abrir mão para consegui-lo. Seja gentil com a terra.
por AA
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[2007-08-08]
fot.htm
A PROCURA
Kalama Sutra
Há 25 séculos atrás, no Norte da Índia, um homem decidiu investigar o problema do sofrimento humano. Depois de anos de procura e de experimentar vários métodos, descobriu uma forma de penetrar a realidade da sua própria natureza e experienciar a verdadeira libertação do sofrimento. Ao atingir o mais alto grau de liberdade, de libertação da miséria e do conflito, devotou o resto da sua vida a ajudar os outros a fazer o mesmo, mostrando-lhes o caminho para se libertarem. Esta pessoa – Siddhartha Gautama, conhecido como o Buda, o Iluminado, – nunca afirmou ser algo mais do que um ser humano. Como todos os grandes professores tornou-se objeto de lendas, mas não importa que histórias maravilhosas se contaram sobre as suas existências passadas, nunca em lado nenhum se disse que ele era de origem divina ou fora inspirado por um poder divino. Todas as qualidades que possuía eram qualidades humanas levadas à perfeição. Portanto, o que ele alcançou está ao alcance de qualquer ser humano que pratique como ele o fez.
O Buda não ensinou nenhuma religião ou filosofia ou sistema de pensamento. Chamava ao seu ensinamento Dharma, ou seja, a Lei, a Lei da Natureza. Não se interessava por dogmas ou especulações gratuitas. Em vez disso ofereceu uma solução prática e universal para um problema universal. “Agora como sempre, ensino sobre o sofrimento e a erradicação do sofrimento.” Recusou-se mesmo a discutir fosse o que fosse que não levasse à libertação do sofrimento. Este ensinamento, insistiu, não foi algo que inventara ou que fora divinamente revelado. Era simplesmente a verdade, a realidade, que conseguiu descobrir através do seu próprio esforço, como muitas pessoas antes dele o fizeram, como muitas pessoas depois dele o farão. Não proclamou ter o monopólio da verdade. Nem afirmou que o seu ensinamento devesse ter uma qualidade especial – nem por causa da fé que as pessoas tinham nele, nem por causa do que aparentemente fosse lógico naquilo que dizia. Pelo contrário, afirmou que era apropriado duvidar e testar aquilo que está para além da nossa experiência.
Não acredites em alguma coisa simplesmente porque a escutaste. Não acredites em tradições simplesmente porque provêm desde há muitas gerações. Não acredites em algo só porque é falado ou é motivo de rumor por muitos. Não acredites em algo simplesmente porque vem escrito nos teus livros religiosos. Não acredites em algo simplesmente porque é dito pelas tuas professoras ou anciãos. Mas, após observação e análise quando encontrares que algo vai de acordo com a razão e é conduzível à felicidade e benefício de uma só pessoa e de todas, então aceita e vive-o!"
por AA
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[2007-07-13]
chupado do blog: http://fabioxoliveira.blog.uol.com.br/
Buda estava sentado embaixo de uma árvore falando aos seus discípulos. Um homem se aproximou e deu-lhe um tapa no rosto. Buda esfregou o local e perguntou ao homem:
- E agora? O que vai querer dizer? O homem ficou um tanto confuso, porque ele próprio não esperava que, depois de dar um tapa no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: "E agora?" Ele não passara por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buda não era num uma coisa nem outra; ele não ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora covarde. Apenas fora sincero e perguntara: "E agora?" Não houve reação da sua parte.
Os discípulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda, disse:
- Isso foi demais: não podemos tolerar. Buda, guarde os seus ensinamentos para o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então todo mundo vai começar a fazer dessas coisas.
- Fique quieto – interveio Buda – Ele não me ofendeu, mas você está me ofendendo. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma idéia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa idéia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que "aquele homem é um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário, um corruptor". Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, uma idéia. Ele bateu nessa idéia.
Se vocês refletirem profundamente, continuou Buda, ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa é uma maneira de dizer alguma coisa: ofender é uma maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que você sente que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração.
Há momentos de grande intensidade em que a linguagem é impotente; então você precisa fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam ou abraçam a pessoa amada, o que estão fazendo? Estão dizendo algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão dizendo algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: "E agora?"
O homem ficou ainda mais confuso! E buda disse aos seus discípulos: - Estou mais ofendido com vocês porque vocês me conhecem, viveram anos comigo e ainda reagem. Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite não conseguiu dormir.
Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buda. De novo, Buda lhe perguntou:
- E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. Voltando-se para os discípulos, Buda falou:
- Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está dizendo alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas.
O homem olhou para Buda e disse:
- Perdoe-me pelo que fiz ontem.
- Perdoar? – exclamou Buda. – Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio. O homem em quem você bateu não está mais aqui: eu apenas me pareço com ele, mas não sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante. Portanto, não posso perdoar você porque não tenho rancor contra você. E você também é outro, continuou Buda. Posso ver que você não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado. Ele me bateu e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar.
por AA
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[2007-07-06]
Inauguro meu blog de poesias....
entrem lá e comentem !
http://www.poetisalancinante.blogger.com.br/index.html
O DIA QUE A POESIA ENCONTROU-SE COM O POETA
Um dia, a poesia descalça encontrou o poeta na rua
ordenou que ele ficasse quieto
mandou que ele escrevesse o verso
disse a ele tudo o que quis
o poeta permaneceu ali, sentado, calado, servil
humilde e paciente... ouviu,
curvou-se, obedeceu
por fim, olharam-se nos olhos
e então ela se foi
ele também já não tinha mais sapatos
não havia explicação para os fatos
mas as palavras em versos ficaram
num guardanapo amassado, molhado
de bebida e batom
Mais uma vez a poesia tocou o poeta
e ninguém viu
só...ele é que sabe
pois só ele que sentiu
por AA
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[2007-06-30]
Senhor, dá-me a esperança para vencer minhas ilusões.
Plantai em meu coração a semente do amor.
E ajuda-me a fazer feliz o maior número de pessoas possível, para ampliar sesu dias risonhos e resumir asa noites tristonhas.
Transforma meus rivais em companheiros, meus companheiros em amigos e meus amigos em entes queridos.
Não me deixes ser um cordeiro perante os fortes e nem um leão diantes dos fracos.
Dá-me o sabor de saber perdoar e afastai de mim o desejo de vingança.
Senhor, ilmuninai meus olhos para que eu veja os defeitos de minha alma e vendai-os para que eu não comente os defeitos alheios.
Senhor, levai de mim a tristeza e não a entregueis a mais ningém.
Enchei meu coração com a divina fé, para sempre louvar o vosso nnome e arrancai de mim o orgulho e a presunção.
Deus, fazeri de mim uma pessoa realmente justa
por AA
Comments:
[2007-06-27]
Inauguro meu blog de poesias....
entrem lá e comentem !
http://www.poetisalancinante.blogger.com.br/index.html
Beijos
Adri
por AA
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[2007-06-09]
Uma canção velha a meu ex amor...enquanto outro nasce....eheheh....
Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim o meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás a porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava
Osvaldo Montenegro - Se puder sem medo
por AA
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[2007-05-16]
Oração da Serenidade
Senhor, concedei-me
a SERENIDADE necessária para aceitar
as coisas que não posso modificar,
CORAGEM para modificar aquelas que posso e
SABEDORIA para distinguir umas das outras.
Vivendo um dia de cada vez;
Desfrutando um momento de cada vez;
Aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz;
Considerando, como Tu,
Este mundo pecador como ele é e não como eu gostaria que fosse;
Confiando que endireitarás todas as coisas
Se eu me render à Tua vontade.
Para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida
E sumamente feliz Contigo na eternidade.
por AA
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